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Por que o roubo de identidade não pode ser ignorado

Melissa Solis
Melissa Solis
Head, GIACT

“Você é quem realmente diz ser?” Essa é a pergunta que toda empresa deveria fazer a seus clientes para se proteger contra roubos de identidade. Infelizmente, como explica Melissa Solis, head da GIACT, muitas delas ainda não estão equipadas para confirmar a veracidade da resposta.


  1. De acordo com um relatório recém-lançado pela Aite Group e subscrito pela GIACT, uma empresa do grupo Refinitiv, em 2020 os Estados Unidos tiveram perdas de US$ 712,4 bilhões por roubo de identidade. Isso representa um aumento de 42% em relação ao prejuízo sofrido em 2019, que foi de US$ 502,5 bilhões.
  2. Com a Covid-19 os consumidores passaram por mudanças comportamentais, o que levou a um número recorde de novas contas online. Explorando essa tendência, tanto o crime organizado quanto os fraudadores amadores passaram a se dedicar mais intensamente ao roubo de identidade.
  3. Para combater o crime financeiro de maneira mais eficaz, as empresas e instituições financeiras precisam implementar controles de validação e autenticação mais robustos e educar seus clientes. Mas também terão que melhorar e diversificar os tipos de dados usados ​​para autenticar clientes e detectar fraudes.

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“Você é realmente quem diz ser?” Essa pergunta, que as empresas devem fazer a todos os seus clientes, ganha destaque em um momento em que duas grandes tendências estão em jogo.

A primeira delas é a quantidade cada vez maior de informações de identificação pessoal (personally identifiable information ou PII) encontradas nos mercados da dark web e que estão sendo vendidas em pacotes agrupados. Isso tem fornecido aos fraudadores uma grande quantidade de dados –como nome, data de nascimento, número do seguro social e endereço residencial— sobre centenas de possíveis alvos.

Com a ajuda da mídias sociais, os autores de fraude são capazes de combinar esses pontos de dados com fotos, informações de contato e até mesmo o paradeiro e hábitos da vítima.

Leia o relatório “U.S. Identity Theft: The Stark Reality”

O papel do crime organizado no roubo de identidade

A segunda tendência é o papel desempenhado por organizações criminosas internacionais muito bem organizadas e financiadas para realizar campanhas de roubo de identidade, visando tanto empresas quanto consumidores. Como se isso não bastasse, vemos também uma quantidade cada vez maior de amadores –talvez desempregados e desesperados por dinheiro ou apenas entediados na quarentena— que aprenderam a dar golpes para ganhar um dinheirinho.

Ambos os grupos vislumbraram novas oportunidades durante a pandemia de Covid-19. Isso porque à medida que o medo se misturou a mudanças comportamentais já em andamento, vimos um número recorde de novas contas que foram abertas online, juntamente com a adesão a novos métodos de pagamento e de serviços bancários.

A convergência desses movimentos resultou em novos e sofisticados esquemas de fraude de identidade. Para se ter uma ideia, segundo um recém-divulgado relatório do Aite Group, subscrito pela GIACTUS Identity Theft: The Stark Reality—, os EUA amargaram perdas de US$ 712,4 bilhões associadas a roubo de identidade ao longo de 2020, um aumento de 42% em relação ao ano anterior.

Após essa introdução, vamos aos tipos de esquemas que vêm contribuindo para essas perdas, o impacto para os consumidores e como as empresas de vários setores devem lidar com isso.

Roubo de identidades, invasão de contas, fraude de aplicativos

Uma das descobertas mais impressionantes detalhadas no documento do Aite Group foi a ampla difusão de esquemas de fraude relacionadas à identidade, incluindo roubo de dados pessoais, invasão de contas e fraude de apps.

De acordo com o estudo, 47% dos consumidores norte-americanos entrevistados tiveram seus dados de identidade roubados nos últimos dois anos (2019 e 2020). O roubo de identidade geralmente ocorre quando uma requisição/compra de um novo produto ou serviço é feita sem o consentimento do indivíduo, ou quando uma vítima é personificada por um fraudador para assumir uma conta ou contas já existentes.

Mais de um terço (38%) dos consumidores dos EUA tiveram suas contas invadidas nos últimos dois anos. Isso inclui o acesso não autorizado à conta (já existente) de um consumidor.

E 37% dos participantes da pesquisa passaram por fraudes relacionadas a requisição/compra de um novo produto ou serviço nos dois anos anteriores. Esse tipo de crime inclui o uso não autorizado dos dados de identidade de alguém para aplicar para a abertura de uma conta.

A previsão é de que os prejuízos cresçam em 2021 (confira no infográfico acima), uma vez que muitos esquemas atualmente em vigor permanecerão ocultos até que o fraudador seja desmascarado.

Com dinheiro e paciência, muitos desses criminosos conseguem obter crédito atuando lentamente até que atinjam um certo limite de valor em nome de sua vítima. Quando esse limiar é alto o suficiente, eles sacam o que conseguiram e saem de cena.

Insatisfação do cliente

Se esses golpes não forem combatidos, prejuízos graves, insatisfação dos clientes e danos à reputação virão em seguida.

O relatório indica, por exemplo, que na sequência de um desses golpes costuma haver muita insatisfação com o atendimento prestado às vítimas. Entre a parcela de descontentes, 42% dos que sofreram roubo de identidade em conexão com um novo pedido de cartão de crédito e 56% dos que foram alvo de fraude de pedido de empréstimo disseram que provavelmente não voltariam a fazer negócios com aquela instituição financeira.

Mas, afinal, como a vítima acabou descobrindo ter sido alvo de roubo de identidade?

Quase um terço dos entrevistados ​​detectou fraude de cheque, crédito ou empréstimo ao consumidor por conta própria. Menos de um quarto foi notificado pelo seu próprio banco ou pela instituição financeira onde a conta fraudulenta foi aberta. E, quase um quarto, em média, foi surpreendido por um comunicado de agência de cobrança.

Assista ao vídeo “Refinitiv Acquires GIACT To Build End-to-End Security”

Resposta corporativa

As empresas e instituições financeiras desempenham um papel fundamental na prevenção de fraudes, seja por meio da implementação de controles mais rígidos de validação e autenticação ou pela orientação ao cosumidor.

Para combater a fraude, essas organizações deverão acelerar os processos de autenticação dos indivíduos, monitorando e validando seus consumidores em cada ponto de contato, durante todo o ciclo de vida do cliente. Soluções de ponto único definitivamente não funcionam. E, com tantas informações de identificação pessoal já expostas e disponíveis publicamente, também é preciso melhorar e diversificar os tipos de dados usados ​​para autenticar clientes e detectar fraudes.

Saiba como é possível evitar todos os tipos de fraude relacionadas à identidade visitando a GIACT.

Leia o relatório “U.S. Identity Theft: The Stark Reality”

Sobre a GIACT®

A GIACT, empresa do grupo Refinitiv, é líder em soluções que auxiliam na identificação e autenticação de clientes de forma positiva. Desde 2004, a GIACT tem capacitado organizações em todos os setores com insights baseados em dados para evitar fraude de identidade e pagamentos e melhorar os procedimentos de compliance, tudo por meio de uma única plataforma, a EPIC Platform®.

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