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O futuro dos traders: resiliência operacional

Matt Eddy
Matt Eddy
Head of Enterprise Integration Proposition, Refinitiv

Com a evolução de data-as-a-service e analytics-as-a-service, surgem novas possibilidades para se trabalhar com dados de mercado e análises de preços que aumentem a resiliência operacional e agilidade das equipes de trading.


  1. Resiliência operacional significa ser ágil o suficiente para abraçar novas oportunidades à medida que surgem, sobretudo em mercados e ambientes de negócios em constante mudança.
  2. Há três passos importantes que podem ajudar as equipes de trading a considerar onde data-as-a-service and analytics-as-a-service trariam mais benefícios.
  3. Pensando no futuro, as abordagens baseadas em nuvem para dados e análises de mercado podem fornecer às equipes de negociação níveis de inteligência sem precedentes.

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A Covid-19 demonstrou que resiliência operacional é muito mais do que uma exigência de compliance.

Para os traders, ela significa ter agilidade suficiente para responder a condições extraordinárias –como uma pandemia—, podendo então aproveitar as novas oportunidades que costumam surgir nessas ocasiões.

Um novo white paper da Refinitiv, chamado “Por que a Resiliência Operacional Agora é Essencial para os Negócios de Trading”, explora as formas pelas quais as equipes de trading em instituições financeiras começam a considerar a resiliência operacional algo crucial para os negócios, além, claro, de um futuro requisito de compliance.

Maior resiliência operacional para profissionais do front-office

Os dois primeiros posts desta série exploraram como a resiliência operacional já causa impacto nas equipes de trading, além de todas as tendências regulatórias em torno desse conceito. Neste artigo, o último da série, abordo os três passos necessários para se criar resiliência operacional com dados de mercado e análises de preços para as equipes de front-office.

Como as equipes de trading podem ser mais eficientes e ágeis?

As condições desafiadoras do mercado durante o primeiro semestre de 2020 mostraram como é importante para as mesas de negociação dos mercados financeiros ter um bom acesso aos dados e análises necessários para um bom trabalho.

Os times de profissionais tiveram de navegar pelas dramáticas oscilações do mercado enquanto trabalhavam de casa ou em locais escolhidos para a continuidade dos negócios. Além de executar os pedidos dos clientes, as equipes de trading precisaram ter certeza de que os riscos estavam sendo gerenciados adequadamente, e os requisitos de compliance, atendidos.

Alguns grupos, no entanto, conseguiram ir além dessas exigências básicas e realmente aproveitaram as oportunidades oferecidas pelo alto nível de volatilidade dos mercados.

Para ser eficiente e ágil diante de desafios e oportunidades, os times de trading podem seguir três etapas:

  1. Faça um balanço

Pare um pouco e examine a infraestrutura de dados de mercado, bem como as análises de compliance e de preços utilizadas pela equipe.

Como aumentar a eficiência? Houve oportunidades que os profissionais precisaram abandonar devido aos desafios relacionados a dados ou análises de mercado? Ou com que tipo de oportunidades os traders gostariam de poder se envolver no futuro?

  1. Considere aderir à nuvem

No setor de serviços financeiros, as atitudes em relação à nuvem mudaram drasticamente na esteira da pandemia.

Uma pesquisa conduzida pela Celent mostrou que 48% dos entrevistados disseram que definitivamente ou provavelmente ultilizariam mais a nuvem do que antes do surgimento da Covid-19.

Ao considerar essa abordagem, um primeiro passo é examinar os custos da empresa referentes a dados de mercado e análises em áreas como:

  • Custos de data center (energia, espaço, refrigeração)
  • Redes
  • Licenças de software e sistema operacional
  • Recursos humanos para monitoramento e gerenciamento
  • Gestão de mudanças de fins de semana

É muito importante ter uma estimativa completa dos custos para poder criar casos de uso que reflitam a economia total gerada pela nova abordagem.

Em seguida, analise os potenciais casos de uso para a nuvem com os stakeholders, incluindo as equipes de front office, compliance, TI, governança de dados etc. Além disso, veja como o data-as-a-service se alinha à visão geral da organização sobre transformação digital.

É possível que a mudança para dados históricos e em tempo real na nuvem combine perfeitamente com os objetivos gerais de transformação digital da empresa.

  1. Reveja as análises

A fim de melhorar a resiliência operacional e aumentar a agilidade, um número cada vez maior de equipes de trading também estão considerando soluções de analytics-as-a-service.

Para entender melhor como essa abordagem pode se encaixar no front office, primeiro avalie as análises de compliance ou de preços utilizadas pela empresa e que, por natureza, não são competitivas. Ou seja, quais análises não são proprietárias e, mesmo assim, continuam sendo amplamente utilizadas pelas empresas, ou que são formas de análises exigidas pelos reguladores.

Em segundo lugar, verifique se os dados usados ​​nesses processos analíticos estão hospedados na nuvem (ou se poderiam estar).

Terceiro, trabalhe com um parceiro que possa remover essas ineficiências e entregue análises na nuvem para casos de uso importantes. Para gerar momentum, pode ser uma boa ideia começar com casos de uso que possibilitam uma maior economia em um curto espaço de tempo.

O futuro da resiliência operacional

Para as equipes de trading, já está claro que data-as-a-service e analytics-as-a-service podem contribuir de forma significativa para a criação de resiliência operacional e agilidade. E novas possibilidades também começam a surgir no horizonte.

Por exemplo, pense que a execução de análises na nuvem pode reduzir drasticamente o tempo necessário para a operação: de 18 horas para apenas alguns segundos. Por isso, em breve a nova norma no setor financeiro será de que a análise de risco seja feita em escala, e quase em tempo real. Assim, cada negócio será capaz de visualizar a sua própria posição, assim como a sua posição em relação a todo o grupo empresarial.

Além disso, daqui para frente, pode haver uma ênfase muito maior no trabalho com conjuntos de dados que já são consistentes ou mesmo na capacidade de normalizar conjuntos de dados de forma cada vez mais rápida.

Para garantir a sua capacidade de realizar análises, os traders precisam de dados de alta qualidade, e que esse nível de excelência seja entregue o mais rápido possível.  Portanto, deveremos ver um maior foco em governança, qualidade, integração e linhagem de dados.

Sem dúvida, todas essas tendências criarão mais resiliência operacional para equipes de trading, firmas de serviços financeiros e para o sistema financeiro como um todo.

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