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Previsão de retomada cautelosa do setor de M&A

Matthew Toole
Matthew Toole
Director, Deals Intelligence

Em 2020, a atividade no setor de fusões e aquisições foi interrompida pela crise global imposta pela pandemia. E, neste ano, mesmo com perspectivas de melhora generalizada da atividade econômica, são poucos os negociadores que realmente acreditam em uma recuperação robusta desse mercado.


  1. Os profissionais da área de M&A entrevistados para a edição de 2021 da Pesquisa de Satisfação de Negociadores da Refinitiv preveem um crescimento médio de 6% em fusões e aquisições para este ano, após um declínio de 5% em 2020.
  2. As opiniões dos negociadores variam de região para região. Enquanto aqueles das Américas são mais otimistas, com expectativa de 7,7% de crescimento para o setor, em média, os EUA são o país mais promissor para 42% dos participantes da sondagem.
  3. Ao considerar os principais fatores que afetarão o volume de fusões e aquisições em 2021, as preocupações econômicas e políticas que vimos ao longo de 2020 deram lugar ao sentimento do investidor e do mercado.

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A maioria dos deal makers não têm esperanças de ver uma recuperação repentina nas atividades de M&A neste ano: 57% acreditam que o mercado permanecerá estável ou até mesmo se enfraquecerá. Pelo menos é isso o que mostra a Pesquisa de Satisfação de Negociadores da Refinitiv de 2021, realizada com 465 negociadores do mundo todo.

Acesse a pesquisa na íntegra e saiba o que mais de 460 negociadores esperam de 2021

Perspectivas incertas

Quem atua na área de M&A tem se mostrado extremamente cauteloso, o que parece bem compreensível depois de um ano de disrupções, incertezas e a enorme volatilidade nos mercados desencadeada pela Covid-19.

Para se ter uma ideia, em 2020 o volume de negócios ficou quase 10% abaixo do esperado. Segundo a enquete do ano passado, a previsão média de crescimento era de 4,7%, mas o que acabou ocorrendo foi uma queda de 5% nas aquisições corporativas.

Apesar disso, uma parcela considerável (42%) dos participantes desse mercado (42%) espera o reestabelecimento da confiança e da atividade em 2021. Aliás, esses otimistas aguardam uma expansão de até 6% no segmento.

E, na verdade, o primeiro trimestre deste ano no mercado de fusões e aquisições correspondeu a essas expectativas (e um pouco mais). A atividade mundial de M&A totalizou US$ 1,3 trilhão no período, representando o trimestre inicial mais forte para o setor desde o início da série histórica –além do segundo maior trimestre para o segmento já registrado no mundo e o terceiro trimestre consecutivo que movimentou mais de US$ 1 trilhão em M&A.

Tenha uma visão completa das fusões e aquisições no primeiro trimestre de 2021 com Cornelia Andersson, Head of Banking and Capital Markets na Refinitiv

Mercado bullish nos EUA

Segundo a nova pesquisa, as Américas são a região mais confiante, com uma expectativa média de elevação de 7,7% nas M&A em 2021 –embora, mesmo aqui, quase metade dos participantes não vê um mercado além da estabilidade.

Já os negociadores da Ásia estão pessimistas: 53% não esperam nenhuma aceleração e outros 8% até temem um declínio, o que coloca a taxa média de crescimento para o setor em 5%. Isso se alinha à EMEA, onde 64% dos negociadores antecipam um mercado estável ou em queda.

Em relação à situação de cada país, a enquete da Refinitiv mostrou que 42% dos negociadores enxergam os EUA como o local mais promissor para M&A, seguido pela China, em um distante segundo lugar, com 25% de preferência. O boom sem precedentes na listagem de Special Purpose Acquisition Companies (SPACs ou Companhias com Propósito Específico de Aquisição, em tradução livre) nas bolsas dos EUA contribuiu fortemente com o segmento de M&A. De acordo com dados da Refinitiv, foram US$ 232,1 bilhões em combinações de negócios lideradas por SPACs só no primeiro trimestre de 2021, superando o recorde do ano passado de US$ 162 bilhões.

Por incrível que pareça, o Reino Unido aparece em terceiro lugar (e em primeiro entre os países europeus), mesmo com a maioria dos negociadores concordando com a afirmação de que o Reino Unido se tornará menos atraente em consequência do Brexit.

Expectativa do investidor

Ao abordar a Covid-19, a pesquisa apurou que um terço dos entrevistados espera que o impacto da pandemia sobre a atividade de M&A será positivo neste ano; já outros 12% acreditam que as consequências continuarão negativas.

De qualquer forma, as preocupações mais perenes, como ambiente econômico e político, deram lugar a considerações sobre confiança do investidor, apetite de risco e preferências.

Depois de um ano em que fatores externos imprevistos devastaram importantes setores da economia, talvez não seja surpreendente que todos os olhos estejam voltados para como o mercado reage a esse novo status quo.

De qualquer forma, o cenário econômico continua importante. Mas, aparentemente, a situação política, nem tanto. A sondagem da Refinitiv foi realizada antes da vitória de Joe Biden na eleição norte-americana, e mesmo assim quase ninguém mencionou a disputa da Casa Branca como um fator relevante.

Também é importante notar que, apesar do foco na pandemia, 9% dos investidores mencionaram as questões ESG como importantes para os seus negócios.

Tendências reforçadas

Acredita-se que os setores de tecnologia e de saúde serão os grandes responsáveis por impulsionar a atividade de M&A em 2021, seguindo uma tendência que temos visto já há vários anos e que a pandemia só ajudou a fortalecer. As projeções de crescimento para a área de tecnologia estão em 9,6%, e para a de saúde, em 8,1%.

Enquanto isso, espera-se que o setor financeiro se desenvolva de forma muito mais tímida do que no ano passado, em apenas 2,9%.

Também podemos ver alguma ampliação do mercado imobiliário como resultado da pandemia, mas ele permanece na parte inferior do gráfico de crescimento setorial, seguido por outro segmento que enfrenta uma reviravolta significativa: o varejo.

No primeiro trimestre de 2021, a indústria de M&A foi definida por esse misto de expectativas, com Tecnologia e Finanças apresentando os melhores índices de fusões e aquisições.

Acesse a pesquisa na íntegra e saiba o que mais de 460 negociadores esperam de 2021

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