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Saiba como ganhar eficiência no pós-negociação em um mercado cambial fragmentado

Vincenzo Dimase
Vincenzo Dimase
Market Development Manager, FX – Europe

A fragmentação do mercado de FX e uma crescente variedade de pools de liquidez aumentaram a complexidade do fluxo de trabalho no pós-negociação. Neste post, Vincenzo Dimase, Sales Readiness Director da área de Trading da Refinitiv, explica como as empresas podem simplificar esse processo e melhorar a eficiência operacional.


  1. A fragmentação dos fluxos de trabalho na fase pós-negociação tem elevado custos e riscos operacionais.
  2. Tanto novas regulações quanto o Código Global de Câmbio (FX Global Code) já estabeleceram requisitos para práticas robustas de supervisão e gerenciamento de dados em operações de pós-negociação.
  3. A adoção de padrões em comum e a terceirização de processos de pós-negociação permitirão às empresas simplificar suas operações e mitigar riscos.

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Nos últimos anos, o mercado de câmbio tem experimentado uma maior fragmentação da liquidez –e não há nenhum sinal de que essa seja uma tendência passageira.

Pós-negociação: complexidade crescente

Devido à ampla utilização dos agregadores de câmbio, os traders hoje contam com uma infinidade de provedores de liquidez e métodos de execução. As transações de FX podem ser realizadas por meio de diferentes processos, que incluem o Central Limit Orders Books (como o Refinitiv Matching), portais de um único banco, plataformas de negociação eletrônica (como o Refinitiv Fxall) e até negociação por telefone.

Se, por um lado, essa gama de opções trouxe eficiência ao processo de execução, por outro, levou a uma maior complexidade no pós-negociação, obrigando o back office a gerenciar muitos protocolos de mensagens e APIs distintos.

Além disso, com os bancos se conectando a novas plataformas de trading e uma maior expansão regional, não há sinais de que o movimento rumo à fragmentação vai desacelerar.

E, apesar da digitalização do mercado, um alto nível de intervenção manual ainda se faz necessário em vários estágios do processo de pós-negociação, o que pode levar a erro humano e ao aumento do risco operacional.

O Refinitiv Deal Tracker oferece um conjunto de ferramentas para monitorar e processar negociações de câmbio nas principais plataformas globais de FX, do front ao back office

Na mira das agências reguladoras

Com os reguladores focados na transparência, os participantes do mercado estão sujeitos a um grau de escrutínio cada vez mais alto.

Como as operações de trading se estendem ao longo de vários terrritórios, é essencial que elas cumpram com os regulamentos em cada uma das jurisdições. Portanto, é especialmente importante que se mantenha registros precisos e centralizados sobre os caminhos percorridos pelas auditorias, além de garantir aos times de compliance a capacidade de responder com rapidez e eficiência a qualquer tipo de investigação.

Hoje em dia, uma exigência comum é que as empresas possam responder aos reguladores dentro de poucos dias, o que torna altamente contraindicada a coleta de diferentes tipos de arquivos de filiais espalhadas ao redor do globo ou mesmo a consolidação de informações armazenadas em vários canais.

Da mesma forma, o Código Global de Câmbio contém uma série de princípios relacionados à gestão de risco e atividades de pós-negociação, particularmente em relação ao gerenciamento de dados e supervisão.

Essas diretrizes complementam os regulamentos locais, e as empresas que se comprometeram a aderir ao código reconhecem que precisam investir em tecnologia para garantir que suas operações de trading sejam conduzidas de acordo com esses princípios.

Simplificação é o ponto chave

O investimento em sistemas para o front-office e soluções automatizadas de trading sempre tiveram prioridade sobre as necessidades do middle e back-office. Isso porque mudanças em infraestrutura de pós-negociação costuma ser visto como um processo complicado, caro e, muitas vezes, desnecessário.

No entanto, os benefícios de aposentar sistemas legados vêm se mostrando cada vez maiores. Bancos e empresas do buy-side agora procuram recorrer a processos externos de pós-negociação para simplificar suas operações, aumentar a eficiência, reduzir custos e diminuir o risco, minimizando pontos únicos de falha.

A padronização também é um fator cada vez mais importante nos processamentos de pós-negociação. O protocolo FIX, originalmente desenvolvido para equities, vem sendo adotado como um padrão para o mercado de câmbio, permitindo um certo grau de proteção futura, já que está em constante desenvolvimento para dar suporte às mudanças nos negócios e às necessidades regulatórias, sempre em evolução.

A “tecnologia distribuída de livro-razão” (distributed ledger technology ou DLT) ainda não foi largamente adotada pelo mercado, mas temos visto um interesse cada vez maior em seu uso nas áreas de gestão de garantias e de liquidação de câmbio.

Atualmente, é de grande importância para as empresas simplificar e restringir os processos de pós-negociação existentes, preparando-se, assim, para os sistemas de próxima geração. Os participantes do mercado estão se afastando dos fluxos de trabalho de pós-negociação fragmentados, pois reconhecem as vantagens da automação nessas atividades.

Soluções hospedadas para maior eficiência e resiliência

Mudar para uma solução totalmente hospedada como o Refinitiv Deal Tracker –um conjunto de ferramentas para monitorar e processar negociações nas principais plataformas globais de FX— é uma maneira econômica de aprimorar as operações de pós-negociação.

O Deal Tracker inclui notificações de trading do Refinitiv Conversational Dealing, Refinitiv FX Matching, corretores, outros locais de negociação e portais bancários, capturando dados em locais de liquidez de FX.

Por meio de tecnologia totalmente hospedada, a Refinitiv gerencia dados e problemas de infraestrutura, permitindo às empresas de trading se concentrar em seu core business