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Como os bancos farão para implementar a Abordagem Padronizada da FRTB dentro do prazo?

Fausto Marseglia
Fausto Marseglia
Head of Product Management, FRTB and Regulatory Propositions, Refinitiv
Attika Raj
Attika Raj
Regulatory Analytics Product Lead Manager, LSEG

Para muitos bancos de pequeno e médio porte, dar conta das diferentes etapas de implementação da Revisão Fundamental da Carteira de Negociação (FRTB) tem sido uma dor de cabeça e tanto. Obrigados a realizar novos tipos de análises com grandes quantidades de dados, eles agora dependem de projetos que podem ser complexos, caros e, sobretudo, demorados.


  1. A Abordagem Padronizada (SA) da Revisão Fundamental da Carteira de Negociação (FRTB) obriga os bancos a adotar o chamado Método Baseado em Sensibilidades (SBM).
  2. O SBM requer quantidades significativas de dados, que muitos bancos de pequeno e médio porte têm dificuldade para obter e fornecer internamente.
  3. Os dados e análises da Refinitiv e do Yield Book permitem aos bancos iniciar a abordagem padronizada da FRTB com maior confiança e tranquilidade.

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Bancos de pequeno e médio porte do mundo todo estão enfrentando enormes desafios relacionados a dados e análises à medida que se aproxima o prazo final de implementação da Abordagem Padronizada (SA) da Revisão Fundamental da Carteira de Negociação (FRTB).

A FRTB é um conjunto de regulamentos desenvolvido pelo Comitê de Supervisão Bancária da Basiléia (BCBS) para melhorar a forma como os bancos calculam e mantêm o capital regulatório para risco de mercado. A nova estrutura substitui uma pré-existente, incorporando as lições aprendidas com a crise financeira global de 2008.

Uma das maiores mudanças trazidas pelas novas regras é que elas estão sendo aplicadas no nível individual da mesa de operações, e não no nível corporativo. Isso oferece mais granularidade às cobranças de risco e requisitos de capital para os reguladores, mas, para os bancos, significa que seus dados e análises também precisam ser muito mais granulares.

Outra grande diferença para as instituições financeiras que implementam a Abordagem Padronizada (SA) é que o cálculo do requerimento de capital passou a exigir a mensuração da sensibilidade ao risco das posições, quantificando o impacto das flutuações no risco da carteira e nas avaliações dos ativos.

Soluções da Refinitiv para a FRTB: obtenha os dados necessários para as abordagens de modelos internos e padronizados

Por dentro da Abordagem Padronizada (SA) da FRTB

Embora os grandes bancos regionais e internacionais provavelmente colocarão em funcionamento algumas mesas de operações por meio do Internal ModelsApproach (IMA) –usando seus modelos de risco de mercado para alocação de capital regulatório–, todos os bancos acabarão tendo que implementar a Abordagem Padronizada (SA) em várias de suas mesas.

Além de aplicar as mesmas regras de cálculo de capital a todos os bancos que a utilizam, a Abordagem Padronizada (SA) demanda menos recursos, o que a torna mais palatável para instituições menores (ao contrário do IMA, que costuma ter encargos de capital mais altos).

Isso não significa que os bancos que recorrerem à Abordagem Padronizada (SA) estarão muito mais tranquilos, pois eles precisam implementar o Método Baseado em Sensibilidades (SBM). Para isso, as mesas individuais têm que realizar cálculos de sensibilidade que se concentram na identificação de fatores de risco para várias classes de risco, além de avaliar o impacto desses mesmos fatores de risco nas posições de ativos e carteiras. E, como se isso não bastasse, as mesas também devem completar a agregação de encargos de risco, que incorpora correlações entre fatores de risco e grupos de risco nos cálculos gerais de capital regulatório.

As mesas de operações bancárias necessitam de grandes quantidades de dados para realizar os cálculos do Método Baseado em Sensibilidades (SBM). Por exemplo, além de uma variedade de campos de dados de mercado, elas precisarão das informações de classe de risco, grupo de risco e ponderação de risco.

E vale lembrar que também será necessário um inventário atualizado e de alta qualidade de dados de T&Cs para instrumentos financeiros relevantes que representem suas posições de negociação –o que é um pré-requisito para classificar corretamente as posições de negociação nos grupos de risco relevantes.

Existem ainda outros elementos do SBM sobre os quais as mesas de negociação também devem coletar informações. Para o Funds Look-Through Approach, por exemplo, as regras da FRTB dizem que investimentos em ações de um fundo têm que ser separados para que as posições subjacentes sejam transparentes. E essas posições subjacentes precisarão ser tratadas como se fossem detidas diretamente pelo banco para fins de cálculo das sensibilidades relevantes. Portanto, as mesas de negociação deverão ter à disposição todos os dados de cada posição, além de dados SBM relacionados (como ponderações de risco).

As mesas de operação também terão de lidar com o Index Look-Through Approach. Isso é semelhante ao Funds Look Through Approach, mas projetado para instrumentos de índice. Para isso, as mesas deverão acessar os constituintes individuais de um índice, tratando as posições subjacentes como se fossem detidas diretamente pelo banco.

Desafios da abordagem padronizada

Devido aos complexos requisitos de dados da Abordagem Padronizada (SA), não é surpresa que as empresas estejam enfrentando sérios desafios para colocá-la em vigor, como:

  • Obter e gerenciar todos os dados necessários para realizar os cálculos, inclusive dados de mercado, como curvas de rendimento/crédito, além de preços e informações de volatilidade. As instituições financeiras também precisam de dados de participações e de transações.
  • Atender aos requisitos de agrupamento de risco do SBM.
  • Executar os cálculos de sensibilidade necessários.
  • Agregar os encargos de risco dentro dos grupos de risco e analisá-los para possíveis correlações.

As exigências de dados, os custos computacionais e a complexidade desses desafios estão levando os bancos a trabalhar com um parceiro para dados e cálculos do Método Baseado em Sensibilidades (SBM).

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Análise de dados de mercado e preços: aprimore seu fluxo de trabalho com nossos serviços de dados de análise de dados de ativos cruzados, preços e dados regulatórios  

Resolvendo os problemas de dados do Método Baseado em Sensibilidades (SBM)

Bancos que empregam a Abordagem Padronizada (SA) em suas mesas de negociação têm recorrido cada vez mais à Refinitiv para dados e análises. Dessa forma, eles resolvem de uma vez por todas esse intrincado problema de compliance e permitem que suas equipes se concentrem em atividades com maior potencial para gerar valor aos negócios.

O Refinitiv Datascope e o Datascope Plus, por exemplo, fornecem às empresas:

  • Classe de risco –especifica exatamente a classe de risco a que os instrumentos pertencem.
  • Grupo de Risco –especifica o conjunto de fatores de risco aos quais o instrumento se relaciona.
  • Ponderação de risco –mede o quanto esse instrumento é impactado pelo fator de risco relevante.

Além disso, a Refinitiv ajuda as empresas a cumprir com os requisitos de análise de fundos por meio do DataScope Select e o DataScope On Site. Dessa forma, elas podem acessar a lista de constituintes individuais e pesos para os fundos relevantes em sua carteira, incluindo a identificação de UCITs e fundos de investimento alternativos.

E, para atender às exigências do Index Look-Through, as organizações podem recorrer ao DataStream. Lá, elas terão acesso à atual lista de constituintes individuais e pesos para índices de ações e de crédito listados.

Como os bancos podem satisfazer suas necessidades relacionadas ao SBM?

Muitas instituições financeiras vêm terceirizando as análises necessárias para o cálculo dos requisitos de capital, reduzindo assim a carga de trabalho das mesas de operações e dos times de TI. O Yield Book –parte da Divisão de Serviços de Informação do London Stock Exchange Group (LSEG)– é líder de mercado em análise de renda fixa.

Por meio do mecanismo FRTB SBM FI do Yield Book, as empresas poderão realizar análises de taxas de juros e de spread de crédito para diversas classes de ativos; e elas podem ser usadas ​​juntamente com o mecanismo de avaliação de renda fixa do Yield Book, criando uma experiência de usuário perfeita.

Juntamente a isso, os dados da Refinitiv FRTB SA estão sendo integrados ao mecanismo FRTB do Yield Book. Para as empresas, isso fará do Yield Book uma solução completa de FRTB SA para renda fixa, com disponibilidade de dados, mapeamento de fatores de risco, cálculos de sensibilidades e determinações de encargos de risco para as classes de risco GIRR e CSR da FRTB. O Yield Book também pode fornecer vários componentes de dados de fatores de risco, como curvas de juros e volatilidades sem risco.

Para aqueles bancos que se encontram às voltas com a implementação da Abordagem Padronizada (SA), os desafios são gigantescos e o tempo, cada vez mais curto. Por isso, delegar à Refinitiv e ao Yield Book questões de compliance com o SBM levará as instituições financeiras a cumprir com suas obrigações de cálculo de capital regulatório com maior confiança, liberando os profissionais internos para se concentrar em atividades de maior valor agregado.