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Especialistas em combate à corrupção apontam as formas mais eficazes de vencer essa luta

Em um cenário regulatório em constante mudança, a luta contra o suborno e a corrupção é um dos maiores desafios enfrentados pelas empresas ao redor do globo. Por isso, a Refinitiv realizou um webinar com importantes profissionais do setor para discutir como as organizações podem se proteger do risco –cada vez maior— imposto por terceiros. Confira aqui o resumo do evento


  1. No webinar “Is bribery and corruption common business practice?”, realizado pela Refinitiv, os participantes apontaram a melhor abordagem para combater o suborno e a corrupção nas empresas.
  2. Em uma época em que os reguladores deixaram de trabalhar de forma isolada, o webinar também analisou os principais prejuízos enfrentados pelas empresas envolvidas em denúncias de corrupção.
  3. A luta contra o suborno e a corrupção exige que as organizações adotem um programa que associe recursos tecnológicos e uma abordagem colaborativa para detectar sinais de alerta sobre possíveis riscos de terceiros.

    Além de as entidades reguladoras cobrarem multas cada vez mais pesadas de organizações envolvidas com suborno e corrupção, também tem aumentado a punição para diretores e funcionários em papéis-chave dentro da empresa, que agora são considerados pessoalmete responsáveis pelos mal-feitos corporativos. Outra questão a ser considerada é o futuro de uma organização que teve seu nome e seus donos envolvidos em uma investigação de corrupção; muitas vezes, essas empresas não chegam nem a sobreviver.

    No webinar “Is bribery and corruption common business practice?”, nos debruçamos sobre o atual panorama regulatório e como as organizações podem se proteger investindo no combate à corrupção.

    Os palestrantes convidados foram o advogado Ruby Hamid, da área de Litígios e Arbitragem na Freshfields; Daniel Thelesklaf, diretor da Unidade de Inteligência Financeira do Principado de Liechtenstein; e James Swenson, Head Global de Proposition for Risk Managed Services na Refinitiv.

    Durante o evento também foram abordadas as principais consequências que uma empresa envolvida em denúncias de corrupção e suborno pode enfrentar. Entre elas, estão:

    • Queda acentuada no preço de suas ações –geralmente, assim que a investigação é anunciada.
    • A suspensão de linhas de crédito pelos bancos.
    • Uma queda significativa no moral dos funcionários, o que pode ser muito difícil de reverter.

     

    Cenário regulatório em intensa mudança

    Apesar dessas possíveis conseqüências, a pesquisa True Cost of Financial Crime, encomendada pela Refinitiv no início de 2018, revelou que 92% dos entrevistados acreditam que suborno e corrupção são práticas comuns nos negócios.

    Em paralelo a essa mentalidade corporativa vigente, a complexidade dos casos de corrupção só faz aumentar. Isso porque os criminosos têm procurado embaralhar as peças, muitas vezes realizando transações que se estendem por diversos países e envolvem dezenas de jurisdições. Dessa forma, eles conseguem penetrar em diferentes camadas de estruturas empresariais e dificultam que os reguladores tenham uma visão holística desses crimes.

    Para combater essa estratégia, a tendência tem sido a adoção de uma estratégia coordenada e global, com os reguladores e promotores de justiça de diversos países trabalhando em conjunto.

    Conheça algumas das principais tendências regulatórias ao redor do globo:

    • Há um número significativo de investigações sendo conduzidas fora dos Estados Unidos, situação que difere bastante de cinco anos atrás.
    • Tem havido também um fortalecimento das leis antissuborno e fiscalização em muitas partes da América Latina, inclusive na Argentina, México e Brasil.
    • Vemos ainda a crescente popularidade do modelo chamado de “failure to prevent”, que exige que as organizações estabeleçam procedimentos rigorosos de compliance em relação a suborno e corrupção –em vez de simplesmente se concentrar na conduta.

     

    Foco no risco de terceiros

    Considerando que 96% das investigações realizadas entre 2005 e 2016 do Foreign Corrupt Practices Act (FCPA) – a lei americana anti-corrupção no exterior— envolveram terceiros, essa é uma área em que as organizações certamente devem focar.

    No entanto, a definição do que é um terceiro pode ser compreendida de forma bastante ampla, e pode ser um verdadeiro desafio para as organizações estender controles e procedimentos para cobrir todas as partes que se enquadram nesse termo (genérico).

    Ao avaliar o risco de terceiros, o ponto de partida deve ser se realmente há uma justificativa comercial para envolver um terceiro nos negócios. Alguns sinais de alerta a serem observados incluem:

    • Contratos de consultoria fajutos, onde o valor fornecido (muitas vezes por uma terceira parte falsa) não fica claro.
    • Faturas comerciais falsas, que podem gerar fundos ilícitos destinados a bancar financeiramente a corrupção.
    • Contratos super-faturados ou comissões de valor exagerado que não se justificam.

 

 

Estabelecendo programas de controle

Há muitos pilares que devem ser considerados na hora de elaborar em sua empresa um programa de compliance eficiente, mas a avaliação de riscos e o processo de due diligence são particularmente importantes. Uma avaliação eficaz de riscos ajuda a identificar as áreas mais frágeis e deve incluir a análise do risco do país (certos locais apresentam um risco inerentemente mais alto); do setor produtivo; e de exposição política.

O emprego de técnicas consistentes de avaliação de risco permite que os terceiros sejam classificados como de alto, médio ou baixo risco. Isso determinará o nível de due diligence que deve ser aplicado –básico ou avançado—, antes de tomar a decisão de associar seus negócios a um determinado terceiro.

 

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Avanços tecnológicos

Hoje em dia, as empresas costumam funcionar sob enorme pressão, e muitas vezes têm que tomar decisões sobre a contratação de terceiros de forma apressada, enquanto correm para analisar os dados disponíveis sobre eles.

Os avanços tecnológicos, no entanto, podem ajudar com o processamento de big data, automatizando certos aspectos da avaliação de riscos e, assim, agilizando processos.

Por exemplo, APIs e feeds de dados podem ser incorporados diretamente a fluxos de trabalho e sinalizar de maneira automática situações de maior risco. Da mesma forma, a automação pode auxiliar no monitoramento contínuo dos relacionamentos, com os usuários recebendo alertas se houver alguma alteração substancial na situação de algum terceiro.

Entretanto, devemos lembrar da importância do elemento humano na equação de mitigação de riscos.

A tecnologia, sem dúvida, oferece ferramentas para aprimorar a inteligência, simplificar processos e aumentar a eficiência. Mas ainda não conseguimos substituir o julgamento humano, que é guiado por padrões éticos e pela adequada cultura do compliance.

 

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Juntos no combate à corrupção

Se pensarmos em nível global, a colaboração e o compartilhamento de informações podem oferecer benefícios significativos se governos, reguladores e empresas trabalharem em conjunto para combater a corrupção.

E, na esfera corporativa, a triagem e a condução de processos de due diligence em terceiros continua sendo a melhor ferramenta para a área de compliance gerenciar o risco, mas as insuficiências devem sempre ser remediadas.

Em uma recente pesquisa realizada pela Refinitiv, constatamos que 41% dos respondentes nunca fizeram uma triagem de seus fornecedores ou parceiros de negócios. Preencher essas lacunas, construindo um programa eficaz de gerenciamento de risco e compliance, tornou-se essencial para que as organizações tenham êxito no combate ao suborno e à corrupção.

 

Ouça aqui a gravação de nosso webinar e obtenha mais informações com nossos palestrantes.