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Monitoramento de mídia adversa: um processo complexo

A busca por fatos negativos na mídia é uma parte crucial de qualquer processo de due diligence do cliente, já que deixar passar uma informação importante pode trazer sérias consequências, especialmente para se manter em compliance com as regulações. Neste post, analisamos como esse tipo de monitoramento pode ajudá-lo a lidar com os riscos regulatórios e proteger a reputação de sua empresa.


  1. O rastreamento de mídia adversa constitui uma parte crucial de qualquer programa de due diligence do cliente. No entanto, ainda não há uma orientação clara sobre como usar as informações obtidas operacionalmente.
  2. Para compreender melhor os riscos associados às entidades, é necessário realizar uma triagem de fatos negativos na mídia, ampliando o máximo possível o perímetro da busca. Só assim é possível detectar informações escondidas em locais que não se encaixam na definição de mídia.
  3. Para obter mais informações sobre o processo de análise de mídia adversa, assista o webinar que vamos promover em 18 de novembro com uma série de especialistas no assunto.

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A procura por fatos negativos que tenham saído na mídia é uma parte fundamental de qualquer programa de due diligence do cliente. Contudo, talvez essa seja uma das áreas menos desenvolvidas do ponto de vista regulatório.

Embora várias agências reguladoras, órgãos da indústria e organizações –como a Força-Tarefa de Ação Financeira— recomendem que instituições financeiras verifiquem a existência de mídia adversa como parte de seus processos de triagem, isso ainda não está definido de forma abrangente. Também não há uma orientação detalhada sobre como usar operacionalmente as informações possivelmente encontradas.

O que é, afinal, mídia adversa?

Da perspectiva do compliance, mídia adversa é tudo o que inclui alegações encontradas em notícias e em outras publicações de boa reputação que vinculam uma pessoa ou entidade a lavagem de dinheiro, corrupção, exposição a sanções, financiamento ao terrorismo e ameaças ou outras atividades ilegais.

Os requisitos exatos para a triagem desse tipo de fato negativo na mídia podem variar entre países e empresas com base na legislação nacional, na indústria, políticas e outros fatores, mas a descrição acima costuma funcionar como uma base geral.

Alguns programas de compliance vão além, considerando ainda vários fatores de reputação ou questões mais amplas, como tráfico e questões ambientais, sociais e de governança (ESG).

Para o combate à lavagem de dinheiro (AML) e ao financiamento do terrorismo (CFT), além de programas de compliance com sanções, é crucial distinguir entre informações que são ‘negativas’ em um sentido geral (“João é um mau político” ), ou moralistas (“João traiu seu parceiro de longa data”), e aquelas que realmente indicam risco para o cliente (“João foi acusado de peculato”).

O que precisa ser levado em consideraração é se a conduta alegada, se verdadeira, poderia comprovadamente aumentar o risco de que a empresa se envolva, sem querer, em crimes financeiros, como lavagem de dinheiro, financiamento ou colaboração com atividades relacionadas ao terrorismo ou outras operações proibidas.

Para isso, deve haver um nexo de causalidade plausível entre a alegada conduta que aparece na mídia e o risco potencial para o cliente. Portanto, se o resultado da triagem for algo como “João trapaceou”, embora “adverso”, normalmente não seria considerado relevante.

Inscreva-se no webinar: “How Can Adverse Media Screening Help You Address The Regulatory Risks And Protect Your Reputation?”

Muito além dos canais de notícias

Na área de risco e compliance, uma abordagem muito comum, mas inadequada e limitante, é colocar o foco sobre as notícias durante a busca por mídia adversa. Ou seja, o rastreamento seria feito, por exemplo, em jornais, sites de notícias, revistas de notícias e similares. Por essa visão, mídia adversa seria uma informação relevante para apontar o grau de risco do cliente que pode ser encontrada ao ler um jornal ou publicação semelhante.

Mas confiar apenas nesses canais pode ser limitante, já que a mídia de notícias não costuma relatar todas as informações relevantes para o risco do cliente. Como regra geral, os meios de comunicação de massa concentram-se em histórias de amplo e duradouro interesse público e em complexos casos de crimes financeiros.

Informações relevantes para apontar algum tipo de risco também podem ser encontradas em comunicados à imprensa e avisos publicados por entidades policiais, autoridades fiscais e outras agências governamentais, que não são consideradas mídia de notícias. Por isso é tão importante ampliar o perímetro a ser rastreado.

Dê o primeiro passo

Como desenvolver um programa eficaz de rastreamento de mídia adversa? O cenário ideal seria ter um exército de especialistas forenses altamente treinados para buscar em cada fonte confiável disponível online informações relevantes sobre os clientes. Mas, na vida real, os orçamentos das equipes de compliance são limitados, e o desafio é sempre o mesmo: como fazer a due diligence de maneira econômica e em escala.

Se pensarmos nas grandes instituições financeiras, que têm milhões ou dezenas de milhões de clientes, como é possível conduzir uma avaliação de mídia adversa? Já as empresas menores, se por um lado possuem menos clientes, por outro também contam com menos recursos. Enfim, parece que as dificuldades estão sempre presentes.

A solução? Comece o monitoramento. Quando feito de maneira adequada, ele cumprirá o papel de due diligence, e com um banco de dados de inteligência de risco de alta qualidade você terá acesso a extensas informações de mídia adversas pré e pós-condenação.

E pense nos benefícios do rastreamento em larga escala –que combina tecnologia de correspondência de nomes, permitindo a correção por meio de identificadores secundários (data de nascimento, sexo, local de nascimento)–, muito mais eficiente do que qualquer processo manual. E, embora correções possam ser necessárias, muitas vezes isso pode ser feito de forma econômica por analistas de nível 1.

A próxima etapa

As organizações devem manter-se atualizadas sobre a cobertura de crimes financeiros na mídia que estejam relacionadas às atividades de seus clientes. Deixar passar uma informação importante sobre um indivíduo ou entidade específica pode ter sérias consequências, especialmente do ponto de vista regulatório.

Assista: World-Check One –Media Check Feature

Nesta era digital, a disponibilidade de dados é gigantesca, mas o grande volume de informações que devem ser pesquisadas e analisadas pode inviabilizar esforços para separar notícias relevantes de ruído.

Uma ferramenta de monitoramento de mídia que utiliza recursos de Inteligência Artificial para fornecer conteúdo relevante por meio de processamento de linguagem natural e marcação inteligente pode ser a solução para os desafios de organizações que lidam com grandes quantidades de conteúdo de mídia, de várias fontes.

Para obter mais informações sobre o processo de análise de mídia adversa, assista o webinar que vamos promover em 18 de novembro com uma série de especialistas no assunto.

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