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Episódio 37

Nova geração de investimentos do Brasil

Publicado em: 16 de Julho, 2020 • Duração: 4 minutos

Roger Hirst e Luiz Braga, Director of Sales da Refinitiv na América Latina, falam sobre como os investidores estão se adaptando à volatilidade nos mercados brasileiros. Os novos jovens investidores são a luz no fim do túnel para a economia brasileira?

  • ROGER HIRST:  Bem-vindo à série The Corona Correction em associação com a Refinitiv. Sou seu anfitrião Roger Hirst. Os preços dos ativos no Brasil tiveram um período bastante tórrido durante as fases iniciais da crise do corona,com o mercado de ações caindo fortemente e quedas significativas do real, a moeda brasileira. A incerteza política também aumentou devido à atitude do governo frente a pandemia. Perguntei ao Director of Sales  da Refinitiv na América Latina sobre como os investidores estavam se adaptando à volatilidade do mercado.

    LUIZ BRAGA:  O Brasil está passando por um cenário de investimento diferente, abrindo oportunidades para melhorar, aprender e desenvolver novas formas de investimento. Uma grande discussão é que, sem diversificação no portfólio, redução dos riscos e bons retornos, é um momento muito desafiador. Com uma série de cortes nas taxas de juros afetando os investimentos de renda fixa, e esse cenário de pandemia afetando bastante o desempenho da bolsa de valores B3, isso nos mostrou que os ótimos níveis que tivemos em janeiro, quando estávamos em torno de 119.000 pontos, mudaram para uma redução de quase 47%. Não apenas a COVID-19, mas também as discussões entre os EUA e a China foram os principais contribuintes para isso. Com o enorme estresse e incerteza no mercado, além de investidores sem apetite por volatilidade, isso os forçou a mudar suas estratégias de investimento para outros tipos diferentes de classes de ativos. Dito isso, em um país que estava acostumado a ter altas taxas fixas, a necessidade de descobrir outras maneiras de gerar alfa não estava no dia a dia de muitos, mas agora começou a ser uma ação obrigatória. Analisando mais profundamente o mercado de fundos no Brasil, os fundos de renda fixa estão passando por um momento desafiador com retornos negativos e desempenho abaixo do CDI. Os fluxos de fundos de renda fixa reduziram quase US$ 18 bilhões este ano ao passo que ações, fundos de hedge, câmbio, planos de poupança e até ETFs tiveram um desempenho positivo e fluxos positivos que juntos representam cerca de US$ 15 bilhões. Agora, Asset Managers e especialistas em investimento desenvolvem novos produtos e promovem a educação financeira como um papel importante nesse cenário de pandemia, para trazer a confiança de volta aos investidores brasileiros. Além disso, na busca de novas formas de investimento, já podemos ver o mercado de ações, por exemplo, recuperando suas perdas. Em um relatório recente da B3, em abril, a bolsa atingiu a marca de dois milhões de investidores. Uma tendência muito interessante é que os novos investidores, com uma média de idade mais jovem, estão começando a investir com valores menores, mas estão diversificando esses valores por meio de ações, imóveis e ETFs. Embora com esse grande sucesso no mercado e após uma série de rupturas em março, a B3 começou a recuperar seus ganhos e atingiu quase 100.000 pontos.

    ROGER HIRST:  O que me surpreendeu foi o influxo de investidores nacionais mais jovens aproveitando essa queda nos ativos de risco. Esse fenômeno tem sido amplamente coberto nos EUA onde a ascensão do investidor de varejo foi impulsionada por um grupo mais jovem. Parece que esse padrão foi repetido no Brasil, e, de fato, talvez seja o que estamos vendo globalmente, investidores mais jovens aproveitando a recente volatilidade para começar a investir. A variedade de produtos de investimento do Brasil também tem aumentado e pode ser que o uso da tecnologia portátil e das mídias sociais facilitaram a colocação desses produtos frente a um público maior, mais jovem e entusiasmado. Para os investidores estrangeiros, muito dependerá de sua visão da moeda brasileira, o Real. Em uma entrevista recente, Ron Leven sugeriu que muitas moedas haviam ultrapassado o dólar e poderiam continuar se consolidando enquanto o risco global permanecer estável. Vejo vocês mais tarde com outra atualização.

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