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Como as plataformas abertas estão moldando o futuro das negociações no buy-side

Michael Chin
Co-Head of Trading, Refinitiv

As empresas do buy-side têm aderido a plataformas abertas para personalizar e aprimorar suas negociações, recurso que as torna mais aptas a enfrentar tanto a concorrência quanto o cenário regulatório.


Traders de gestoras de ativos e hedge funds enfrentam mudanças em níveis sem precedentes, seja pela implementação de novas regulamentações, como a MiFID II, ou devido aos avanços tecnológicos. E, diante de desafios inéditos e em constante movimento, esses profissionais precisam, mais do que nunca, encontrar maneiras de realizar transações seguras, eficientes –e que sejam legais.

 

Uma plataforma aberta é garantia de inovação e alto desempenho em todos os aspectos e fases da negociação: pesquisa, compliance e gerenciamento de portfólio e de backoffice.

 

Essa ferramenta permite que os operadores do buy-side se conectem para construir e investir em relacionamentos úteis aos negócios.

 

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Competição crescente

A necessidade de soluções inovadoras para os desafios enfrentados pelo buy-side aumenta conforme a concorrência entre as empresas se intensifica. Isso porque, apesar de o volume de ativos sob gestão (assets under management, ou AUM, na sigla em inglês) ter atingido altas recordes no ano passado, as receitas obtidas com essas operações seguem em declínio.

Investimentos que envolvem índices passivos e com taxas mais baixas têm crescido, enquanto carteiras mais tradicionais –que são gerenciadas ativamente—, diminuído. Isso tem levado gestoras e fundos a explorar novos caminhos para aumentar seus retornos, o que inclui a incursão e a expansão em mercados emergentes e alternativos.

Além disso, as empresas estão focando no controle de custos para maximizar seu desempenho final, particularmente em áreas onde acreditam ter uma vantagem competitiva.

 

Negociações mais eficientes

Em meio a todas essas mudanças, as mesas de operações do buy-side apresentam um número crescente de demandas.

Níveis recordes de ativos sob gestão (AUM) resultarão em posições maiores, mas a pressão exercida pela concorrência exige que as negociações sejam realizadas com os menores custos possíveis. E a expansão para mercados alternativos não se dá sem desafios de precificação e de liquidez.

 

À medida que as empresas do buy-side buscam maneiras de gerar eficiência, traders com experiência específica em determinadas classes de ativos têm enfrentado a difícil tarefa de expandir sua área de atuação.

 

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Dados de qualidade

A recente onda regulatória, com a implementação da Lei Dodd-Frank nos Estados Unidos e da MiFID II na Europa, tem feito com que as organizações do buy-side enfrentem desafios inéditos, e em ritmo exponencial.

As normas da MiFID II sobre transparência de preços e melhor execução impõem que, ao executar ordens, as mesas de negociação tomem todas as medidas necessárias para obter os melhores resultados possíveis para seus clientes.

Para cumprir com essa obrigação, os operadores devem melhorar o fluxo de trabalho durante todas as fases da transação: descoberta de preço na pré-negociação, seleção de contrapartes, mecanismo de execução, análise pós-negociação e relatórios.

E, em vista da dificuldade em determinar benchmarks para negociações no mercado de balcão (over-the-counter, ou OTC, na sigla em inglês), dados de qualidade são essenciais.

 

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Maior tecnologia para as negociações no buy-side

A dinâmica da competição inerente ao mercado e os novos requisitos regulatórios aumentaram a exposição do buy-side aos avanços tecnológicos na área de negociação.

Soluções para análises de fornecedores, gerenciamento de pedidos e execução têm tornado algumas tecnologias, como a de nuvem, particularmente atraentes. Isso porque elas eliminam a dor de cabeça e o custo de manutenção que sistemas montados nas próprias empresas costumam gerar.

O tempo necessário para o desenvolvimento de novos recursos tecnológicos diminuiu drasticamente, e as inovações propostas pelas fintechs abrangem desde soluções para a área de risco e compliance e análise de custos de transação até avaliação de ativos.

A automação comercial é uma prioridade para muitas instituições e o uso de algoritmos nas negociações está em franca ascensão.

Em meio a uma enxurrada de novas tecnologias, as mesas de negociação devem se decidir pelas soluções mais adequadas ao seu negócio. E, diante de necessidades tão variadas, não há mais uma única abordagem que consiga atender a todos.

 

Benefícios da plataforma aberta

As plataformas abertas oferecem às empresas do buy-side funcionalidades essenciais para navegar no cenário comercial atual. Com ferramentas para gerar e distribuir liquidez entre os mercados, os traders conseguem facilmente fazer mudanças na composição dos portfólios e seguir os requisitos para negociar diferentes classes de ativos.

Além disso, as plataformas abertas permitem a integração de dados ao longo de qualquer etapa da negociação. Isso permite que os traders tomem decisões na pré-negociação sobre os mesmos preços usados ​​para análise de execução e pós-negociação, simplificando muito a adesão às novas normas de execução.

Com uma integração simplificada para novos fornecedores de tecnologia, os traders também poderão se beneficiar ao optar por provedores com custos diferenciados para serviços de pré-negociação, execução e pós-negociação.

Em uma época de constantes avanços, mudanças e cobranças, as empresas do buy-side que utilizam uma plataforma aberta podem aprimorar seu sistema de negociação e obter inúmeras vantagens competitivas.

 

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