Ir para conteúdo

Hiperpersonalização: o futuro da gestão patrimonial

Sabrina Bailey
Sabrina Bailey
Global Head of Wealth Management, Refinitiv

Relatório recém-publicado pela Refinitiv demonstra que a maior parte dos investidores rejeita a abordagem massificada, com base em idade ou nos ativos, que o setor de gestão de patrimônio tem adotado nos últimos anos, e buscam maior personalização nesse tipo de serviço.


  1. A atual demanda dos investidores por personalização é impulsionada pela expectativa de engajamento e recursos digitais sofisticados.
  2. O novo relatório da Refinitiv sobre o setor de gestão patrimonial, “Tornando-se Pessoal: Como as Empresas de Patrimônio Podem Atrair e Reter o Investidor Moderno”, revela insights importantes de mais de 1.500 investidores em todo o mundo e explora como as empresas que atuam nesse segmento podem personalizar suas estratégias para aumentar a fidelidade dos clientes.
  3. O estudo ressalta que cada investidor deve ser visto como um indivíduo, com necessidades, preferências e exigências individuais.

Para mais informações baseadas em dados diretamente no seu inbox, assine o boletim semanal Refinitiv Perspectives

Hoje em dia, receber um serviço personalizado deixou de ser apenas uma preferência do cliente para se transformar numa expectativa.

Por isso, na esteira da pandemia, os gestores de patrimônio mais bem-sucedidos do mercado passaram a personalizar seus produtos e serviços, deixando claro à clientela que os conselhos e a tecnologia à sua disposição foram criados especialmente para eles.

Essas e outras conclusões fazem parte de nosso mais recente relatório sobre gestão patrimonial, documento que traz à tona a importância de se compreender as necessidades individuais de cada cliente, pois só a partir daí os consultores poderão combinar preferências específicas com as ferramentas e conhecimentos certos para oferecer uma experiência que seja realmente atraente.

Antes de seguir adiante, no entanto, é preciso frisar que, com essas descobertas, o estudo basicamente ressalta o enorme valor dos profissionais da área que ajudam, dia após dia, a criar esse “toque pessoal”. Afinal, como resumiu muito bem um importante investidor dos EUA, “a compreensão de um consultor sobre as necessidades emocionais dos clientes não pode ser substituída por nenhuma tecnologia”.

Faça o download de nosso novo relatório sobre gestão patrimonial para descobrir as principais tendências do setor apontadas por mais de 1.500 investidores de todo o mundo

O toque pessoal na gestão de patrimônio

Um equívoco bastante comum nesse setor é acreditar que a customização e uma experiência digital atraente são mais relevantes para investidores jovens. Como mostra nosso estudo, a personalização é hoje alta prioridade para investidores de todas as faixas etárias.

Descobrimos que 64% dos millennials e 51% dos investidores entre 35 e 54 anos estão dispostos a pagar mais por produtos e serviços de investimento feitos sob medida.

Mas, para alcançar a hiperpersonalização –por meio da entrega de dados, análises e insights relevantes— é essencial ter acesso a sofisticadas ferramentas digitais. Para muitos clientes, os recursos digitais da empresa de gestão patrimonial são de suma importância para que ela seja a escolhida (ou mesmo substituída).

Para se ter uma ideia, nossa pesquisa revelou que 35% dos millennials e 34% dos investidores na faixa dos 35 a 54 anos dizem que esse é o critério mais importante para decidir qual firma contratar.

Esses números desafiam a percepção de que os millennials valorizam o engajamento digital mais do que todas as outras faixas etárias e destacam, mais uma vez, que os investidores são indivíduos que precisam de aconselhamento personalizado e oportunidades de investimento específicas.

Os consultores ainda estão agregando valor?

Uma consideração importante para a maioria dos investidores ao buscar uma experiência de investimento personalizada gira em torno do valor fornecido por um consultor humano, especialmente diante da intensa onda de digitalização e de acessibilidade de dados.

Curiosamente, 47% das pessoas com menos de 35 anos dizem que a tecnologia tornará os consultores mais importantes no futuro, enquanto 33% desse grupo demográfico afirmam que isso fará com que eles se tornem menos relevantes.

Já na faixa etária de 35 a 54 anos, essas duas porcentagens se correlacionam mais de perto: 36% dos entrevistados optaram por “mais importante” e 31% disseram que esses profissionais se tornariam essenciais para a experiência na gestão de patrimônio.

Em última análise, isso indica que a maioria dos clientes espera que, daqui em diante, a tecnologia afete o seu relacionamento com o consultor, mas ainda está em dúvida se isso prejudicará o valor que ele agrega à carteira de investimentos.

Ou seja, aqui está uma ótima oportunidade para os gestores de patrimônio. Eles devem aproveitar o poder da tecnologia para aprimorar suas funções futuras, não diminuí-las. Ao empregar ferramentas de ponta de forma estratégica, esses especialistas podem identificar necessidades individuais dos investidores e oferecer experiências personalizadas que, de quebra, geram lealdade.

Novo relatório da Refinitiv: “Tornando-se Pessoal: Como as Empresas de Patrimônio Podem Atrair e Reter o Investidor Moderno”

Adapte sua estratégia para o futuro

Conforme o setor de gestão patrimonial evolui, nós, da Refinitiv, continuamos a apoiar nossos clientes, mas lembrando constantemente que o toque pessoal sempre foi e será fundamental.

E, com essa nova pesquisa indicando que os métodos tradicionais de comunicação (incluindo celular, reuniões presenciais, e-mail e muito mais) ainda são apreciados por investidores de todas as faixas etárias, manter uma relação próxima nunca foi tão importante.

A forma como cada gestor emprega tecnologia, dados e conhecimento humano acabará por impulsionar a fidelidade do cliente no futuro. E aqueles que souberem utilizar esses recursos para aprimorar o seu toque pessoal, a sua marca, estarão em uma posição privilegiada no futuro.