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Integração eficaz: o primeiro passo para o gerenciamento de risco de terceiros

Uma nova pesquisa da Refinitiv sobre as práticas corporativas de onboarding demonstra como um programa de integração realmente eficiente abre as portas para estratégias mais amplas de gestão de risco de terceiros.


  1. Implementar um processo de integração de terceiros que seja realmente eficaz é a chave para um bom programa de gerenciamento de risco.
  2. E o onboarding de terceiros não se trata apenas da triagem de due diligence. Ele deve englobar elementos como questionários, entrevistas e avaliações de qualquer conduta anterior considerada imprópria, além de uma investigação sobre os beneficiários finais (ultimate beneficial owners ou UBOs).
  3. Para montar um programa de compliance eficaz, faz sentido estabelecer uma parceria com um fornecedor externo de soluções de fluxo de trabalho de integração de terceiros.

Para mais informações baseadas em dados diretamente no seu inbox, assine o boletim semanal Refinitiv Perspectives

Diante de um cenário legislativo em constante evolução e de regulamentos corporativos cada vez mais severos, as empresas precisam estar cientes dos potenciais riscos que envolvem os relacionamentos com terceiros.

Um simples lapso, muitas consequências

Processos de integração inadequados podem aumentar substancialmente a probabilidade de uma corporação se envolver inadvertidamente com terceiros que estão ligados a crimes financeiros ou ambientais. E as consequências disso incluem desde ações de fiscalização e penalidades financeiras até danos significativos à reputação da companhia. Além disso, envolver-se com terceiros inadequados ou não confiáveis ​​pode levar a ineficiências e perdas financeiras na cadeia de suprimentos.

A boa notícia é que a elaboração de um esquema terceirizado e eficaz de onboarding pode oferecer muitos benefícios –da simples redução do risco de relacionamentos problemáticos com terceiros à melhoria dos resultados financeiros por meio de alinhamento consistente com parceiros de negócios de valor comprovado.

Leia o white paper: “Efficient, Effective Onboarding – The first step in third-party risk management”

Onboarding robusto

As organizações empresariais parecem estar bem cientes do valor de uma integração realmente eficaz.

Conforme mostrou a pesquisa de 2020 da Refinitiv sobre integração de terceiros e gerenciamento de riscos, quase 70% dos entrevistados concordam que os processos de onboarding de terceiros são essenciais em suas companhias.

Determinar o grau de risco (ou risco relativo) de um terceiro é o objetivo central do processo de integração, e as melhores práticas indicam que os terceiros com pontuação de risco média ou alta devem ser submetidos a avaliações adicionais.

De acordo com os respondentes da sondagem, os processos de onboarding apontaram que 19% dos terceiros eram de “alto risco”, e 30% deles apresentavam “risco médio”. Isso significa que quase metade (49%) dos terceiros que passam por um processo de integração recebem uma pontuação de risco que indicará a necessidade de um exame mais detalhado.

A descoberta, sem dúvida, confere ainda mais valor a processos de integração completos e bem planejados, posicionando-os como uma etapa inicial (e essencial) de uma ampla gestão de risco.

Também é importante lembrar que um onboarding eficiente vai muito além da due diligence ou da triagem direta, e deve incluir outros elementos para mitigar o risco, como:

  • Questionários e entrevistas
  • Triagem
  • Verificação de nomes de proprietários e executivos
  • Revisão de qualquer conduta imprópria no passado
  • Investigação sobre beneficiários finais (UBOs)
  • Verificações de crédito e revisão das finanças
  • Pesquisa de possível interação com o governo
  • Checagem sobre o uso de intermediários e/ou subcontratados
  • Auditorias no local e/ou remotas

Elementos-chave

A nossa pesquisa avalia os vários elementos que compõem um programa de integração típico, analisando em profundidade aspectos comuns e essenciais (como questionários), bem como outros materiais importantes (entrevistas, por exemplo) que normalmente são limitados a casos de alto risco ou de terceiros de alto valor.

Confira no infográfico abaixo os elementos identificados pelos participantes da pesquisa em seus processos de integração:

Para delinear as principais considerações sobre as informações coletadas, também examinamos o uso de táticas (discretas e indiscretas) durante os processos de integração de terceiros, além de analisar o papel exercido pela tecnologia.

Ao formular uma estratégia de onboarding, devemos adotar uma abordagem baseada em risco, pois isso garantirá que os recursos serão utilizados ​​da forma mais inteligente possível.

As empresas precisam considerar exatamente quais terceiros estarão no escopo. A política da empresa, por exemplo, pode exigir que todos os terceiros sejam sujeitos à uma integração padrão, ou pode haver exceções para aqueles pertencentes a uma base única –ou mesmo quando o valor dos negócios canalizados por meio daqueles terceiros for muito baixo.

Nosso estudo também destacou que algumas das áreas que têm gerado mais preocupação no momento do onboarding de um terceiro são aquelas relacionadas aos riscos ambientais, sociais e de governança (ESG).

Embora até agora muitas empresas se concentrem nos riscos mais tradicionais, como suborno e fraude, há uma tendência crescente de ampliar o leque para englobar também questões ESG e de sustentabilidade.

Ferramenta de negócios

Um método de integração de terceiros que seja ágil e eficiente pode se transformar rapidamente em um diferencial corporativo.

Uma solução de onboarding eficiente não apenas facilita o cumprimento das exigências regulatórias, mas também pode oferecer uma série de benefícios.

Por exemplo, as empresas que tratam esse processo como uma ferramenta de desenvolvimento de negócios –em vez de apenas mais um custo de gestão de risco—, conseguem minimizar sua exposição ao risco e, de quebra, identificar mais facilmente terceiros éticos, que valorizem negócios conduzidos de forma correta e sustentável.

Estabelecer uma parceria com um provedor externo de fluxos de trabalho de integração tem se mostrado uma solução cada vez mais vantajosa para as organizações. Afinal, ter acesso à recomendação certa e tecnologia de ponta são essenciais para a criação de um programa de compliance eficaz, capaz de se desenvolver ao longo do tempo, da mesma forma que as relações comerciais mudam e evoluem.