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Itaú Unibanco começa a oferecer compra e venda de bitcoin e ether com custódia no banco

Paula Arend Laier
Paula Arend Laier
Brazil Equities reporter, Reuters

O mercado de compra e venda de criptoativos no Brasil passa a contar com um concorrente de peso a partir desta segunda-feira, quando o Itaú Unibanco inicia a oferta para negociação de bitcoin e ether por meio da sua plataforma de investimentos íon.

O maior banco brasileiro entra em um segmento no qual já estão ‘players’ como MB, Binance, Foxbit e Mynt, do BTG Pactual, entre outros, e aposta como diferencial o fato de que os ativos digitais estarão custodiados no próprio banco.

“É a primeira solução de mercado que utiliza uma custódia de um dos grandes bancos do mercado”, afirmou o diretor da Itaú Digital Assets, Guto Antunes, ressaltando que a guarda dos ativos foi um tema “super relevante” considerado pela equipe da instituição para o lançamento dos serviços.

O executivo acrescentou que a decisão do banco de começar a oferecer compra e venda de criptomoedas acompanha o amadurecimento e a evolução da regulação para ativos digitais.

A chegada do Itaú a esse universo ocorre em um momento menos turbulento para criptomoedas, com o bitcoin acumulando uma valorização de mais de 130% até o momento em 2023, após um tombo de 64% em 2022, ano que foi marcado pelo colapso da gigante FTX.

Apesar da forte recuperação, a cotação no patamar de 38.400 dólares do bitcoin permanece distante da máxima histórica de 69 mil dólares, alcançada durante uma sessão em novembro de 2021.

De acordo com Antunes, na etapa inicial, os clientes cadastrados no íon poderão comprar as criptomoedas com valor mínimo de 10 reais, a taxa zero. A formação de preço ocorrerá por meio de “pools” de liquidez, afirmou ele, sem detalhar. “Temos uma estrutura já adaptada para fazer esse acesso.”

A ideia também não é parar nas duas criptomoedas de maior capitalização no mundo.

“Começa pelo bitcoin, mas o nosso grande planejamento estratégico é estender para outros criptoativos no futuro, de acordo com a evolução regulatória e também outros tipos de token com a evolução do mercado de tokenização de ativos reais”, afirmou o executivo.

Na contramão XP Inc e PicPay anunciaram em outubro a clientes que não iriam mais oferecer operações de compra e venda de criptoativos, pouco mais de um ano após lançarem suas “exchanges” em agosto de 2022. A XP não explicou, mas o PicPay citou indefinição regulatória do setor.

“Nós sabemos que num futuro próximo existe um potencial muito grande para tokenização de ativos reais e que isso parte por esse comportamento também de se comprar criptomoedas”, argumentou o executivo da Itaú Digital Assets.

“É isso o que o Itaú acredita bastante, nesse potencial não só em criptomoedas, mas de toda a tecnologia blockchain que dá possibilidade de ter tokens, distribuição de tokens.”

A Itaú Digital Assets também participa ativamente do projeto piloto para implementação do Drex, a moeda digital do Banco Central brasileiro.

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